Egis se consolida no Brasil e quer dobrar faturamento

A empresa possui trabalho diversificado em rodovias e vias públicas
 
Depois de adquirir três empresas, a Egis consolida sua operação no Brasil e quer agora dobrar o faturamento no País. A multinacional, com sede na Franca, ficou conhecida depois que passou a fazer parte, em 2012, do consórcio privado que administra o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), junto com a Triunfo e a UTC, através da Egis Airport Operation. Mas essa atuação é apenas uma parte dos negócios do grupo.
 
“Há cinco anos a empresa resolveu atuar mais fortemente no mercado internacional e escolheu a Índia, Oriente Médio e o Brasil como áreas principais para essa expansão”, conta Jean-Emmanuel Seixas, diretor presidente da Egis – Engenharia e Consultoria em solo brasileiro. “Vir para cá foi uma vontade estratégica. Não queríamos apenas exportar serviço, mas nos estabelecer no País.”
 
O grupo Egis tem atuação global em consultoria, gerenciamento, projetos e estudos em vários segmentos de infraestrutura, além de operação de rodovias e aeroportos. Em território nacional, adquiriu três empresas para ganhar multidisciplinaridade local em sinergia com suas atividades na França.
 
A primeira aquisição foi a Vega Engenharia e Consultoria, em 2011, especializada em transporte ferroviário de carga. No ano seguinte, foi a vez da Aeroservice Consultoria e Engenharia de Projeto, empresa com experiência na área de aeroportos. Por fim, adquiriu a Lenc Laboratório de Engenharia e Consultoria, com experiências diversas na área de rodovias e obras civis, incluindo estudos, projetos, fiscalização, gerenciamento, meio ambiente, ensaios de materiais e operação e engenharia de tráfego.
 
“Esses trabalhos de operação têm muita engenharia. Um negócio em linha com o que a Egis faz lá fora e que tem potencial de crescimento aqui”, afirma Alexandre Zuppolini Neto, hoje diretor vice-presidente da Egis – Engenharia e Consultoria.
 
Consolidadas as aquisições no fim de 2015, a Egis conta no Brasil com 750 trabalhadores e faturamento de R$ 170 milhões. “Queremos ficar entre as dez primeiras no nosso segmento e dobrar o faturamento nos próximos cinco anos”, ressalta Jean-Emmanuel. O executivo não descarta fazer novas aquisições ligadas aos serviços de infraestrutura. E também de participar de consórcio de operação dos aeroportos e rodovias. “Queremos entrar onde podemos realizar engenharia e operação. Há investidores interessados em nossa participação em consórcio”, revela o diretor presidente, acrescentando que o perfil dos interessados mudou, e não são mais somente as empreiteiras as líderes desses consórcios, que estão de olhos nos novos leilões de concessão.
 
“Há um mercado novo. Ele amadureceu. As empreiteiras formavam consórcios principalmente com o objetivo de realização de obras. Hoje, existe uma preocupação com a operação e a engenharia e é nesse nível que queremos participar”, relata Alexandre.
 
Atuação
A Egis está desenvolvendo trabalhos importantes no Brasil. Um deles é na construção da Linha 2 do metrô de Salvador (BA), administrado pela CCR. Segundo a empresa, há cerca de 20 sistemas para serem integrados, incluindo obras civis, telecomunicações, segurança etc.
 
A empresa também realiza trabalhos de recapacitação da malha ferroviária da Rumo-All. No metrô de São Paulo, a Egis faz fiscalização de vários projetos.
 
A Egis participa do consórcio de projeto, homologação, instalação, operação, manutenção e processamento no gerenciamento de tráfego e controle de velocidade para a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo.
 
No Rodoanel Norte, na Grande São Paulo, realiza para a Dersa projeto executivo de um trecho e supervisão ambiental; e no Contorno da Tamoios, em São Sebastião (SP), faz também  supervisão ambiental. No litoral paulista e Vale do Paraíba, faz operação de tráfego para o DER-SP.
 
No projeto S11-D, da Vale, elaborou projeto do ramal ferroviário Sudeste do PA-RFSP, que faz ligação da mina S11-D com a Estrada de Ferro Carajás e, atualmente, realiza acompanhamento técnico da obra (ATO).
 
“A multidisciplinaridade dá flexibilidade para atuar na crise”, conclui Jean-Emmanuel.
 


quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Fonte: Redação OE
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