Confins entra no pico das obras
Execuções do Terminal 2 ocorreram com o aeroporto em operação
 
 
Novo terminal do aeródromo deverá ser entregue até o final do ano; com a estrutura pronta, trabalhos se concentram na montagem eletromecânica e de sistemas
 
Augusto Diniz – Confins (MG)
 
O engenheiro civil Alexandre Melo, coordenador de obras da BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Confins, na Grande Belo Horizonte (MG), já prevê o que será o segundo semestre no aeródromo: “Entrada intensiva de mão de obra para implantação de sistemas”. O motivo é que o novo Terminal 2 ingressará na sua última etapa de obras, para ser entregue funcionando até dezembro. Já há hoje mais de 1.300 trabalhadores no canteiro, com cerca de 50% de avanço de cronograma.
 
“Todos os grandes equipamentos eletromecânicos, como pontes de embarque, já chegaram, o que é bom”, ressalta Alexandre. É que o recebimento desses equipamentos exige planejamento logístico e esse estágio, pelo menos, encontra-se superado. “Agora, será preciso alinhar ainda mais o cronograma entre as empresas de montagem, para se adequarem à nova realidade da obra”, afirma.
 

Alexandre Melo: Nova realidade
 
O engenheiro cita que qualquer chegada de material tem que se avaliar seu impacto na operação do aeroporto. Os pilares metálicos do Terminal 2 de 23 m e mais de 15 t, por  exemplo, eram entregues por carretas com batedores de madrugada ou no período de menor fluxo de aeronaves.
 
Ele relata que, por conta do funcionamento do Terminal 1 do aeroporto junto com a obra do Terminal 2, exigiram-se a todo momento mudanças do viário na área externa. Com o Terminal 1 em operação, 30 mil pessoas continuam passando por dia no local.
 
Alexandre conta que quando estavam ainda fazendo melhorias e recuperação no Terminal 1, logo no início da concessão, como prevê o contrato, foi desafiante mexer no embarque remoto com o fluxo de passageiros constante. “Tivemos que fazer no menor prazo possível para evitar transtornos”, cita.
 
Terminal 2
A construção do Terminal 2 é o principal projeto da concessão do aeroporto – o leilão ocorreu em novembro de 2013, e a proposta vencedora foi da BH Airport, integrada pela CCR e a Zürich Airport.
 
Adriano Pinho, diretor de Infraestrutura da concessionária, reconhece o momento crucial dos trabalhos. O engenheiro conta que, para garantir rápida execução, dividiu as obras do Terminal 2 em módulos, de 1 a 8, adotando uma sequência construtiva, com equipes migrando de um para outro módulo.
 
O executivo esclarece que a concessionária está focada em três itens na tarefa de pôr em funcionamento a nova estrutura do aeroporto de Confins: na gestão da engenharia, no projeto de engenharia e no planejamento operacional.
 
Segundo Adriano, uma obra de um terminal aeroportuário leva em média 18 meses, mas nesse caso, foi preciso encurtar para 14 meses, “o que torna o contrato de concessão desafiador”. O início dos trabalhos se deu em outubro do ano passado, e a entrega está prevista para dezembro deste ano.
 
A concessionária BH Airport planeja investimentos de R$ 1,5 bilhão nos primeiros oito anos de concessão, sendo R$ 880 milhões até 2016. Ao longo dos 30 anos de concessão, os investimentos devem somar R$ 3,5 bilhões.
 
 A extensão total do Terminal 2 é de 650 m, com 49 mil m² de área construída. Uma parte dele será dedicada à área de embarque e desembarque internacional, com controle, alfândega e check in. É nesse trecho que as obras são mais complexas na nova edificação, pois há acessos de veículos e passageiros no lado externo e, no lado interno, a estrutura conta com um grande mezanino de sala de espera de embarque, criando uma segregação de passageiros de voos internacionais de forma vertical. Também é neste trecho que o Terminal 2 se conecta com o Terminal 1 existente, embora sejam independentes construtivamente.
 
O restante do Terminal 2 atenderá apenas voos domésticos, com check in sendo ainda realizado no Terminal 1. Neste trecho, ele tem a característica de um píer aeroviário, com as respectivas pontes de embarque.
 
Adriano explica que a área internacional poderá também atender voos domésticos quando não estiver operando com voos para o exterior. “O terminal é extremamente flexível”, ressalta.
 
Hoje, o antigo módulo operacional feito para a Copa do Mundo 2014, chamado de Terminal 3,  está operando temporariamente com os voos internacionais em Confins. “Fizemos essa mudança de voos internacionais do Terminal 1 para o Terminal 3, para ter menos interferência no Terminal 1, para fazermos as melhorias necessárias”, relata Alexandre Melo.
 

Fachadas com pele de vidro e placas cimentícias
 
O Terminal 2 é em estrutura metálica é foram aplicados 4.700 t de aço. O piso é de steel deck, concretado depois de implementado. Somente as caixas de elevadores (18, no total) e de banheiro são de alvenaria. A cobertura tipo sanduíche é constituída de telha trapezoidal, lã de rocha e telha zipada. O fechamento é em pele de vidro e placas cimentícias.
 
No final da estrutura, foi posicionado um conector com três pontes de embarque, perfazendo um total de 17 no novo terminal (elevando para 26, em todo o aeroporto) - 95% dos voos têm que usar pontes de embarque, segundo contrato de concessão.
 
Cada túnel de embarque tem duas pontes, que podem ser usadas ao mesmo tempo, dependendo do tipo de aeronave que estacionar no local.
 
O coordenador de obras Alexandre Melo explica que a principal compatibilização dos sistemas do Terminal 1 com o 2, refere-se à sinalização (way find), sistema informativo de voos (SIV) e outros ligados à comunicação. Serão independentes os sistemas de incêndio, ar condicionado, elétrica, água, entre outros, cujo controle será feito em uma edificação específica, próxima ao estacionamento, chamada CUT (controle de utilidade). A área será comissionada a partir de setembro. “É o coração do aeroporto”, faz questão de lembrar Alexandre.
 
A fachada do novo terminal lembrará as pinturas de Portinari na emblemática Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte.
 
O novo terminal dobrará a capacidade de processamento de passageiros em Confins, elevando-a para 22 milhões de passageiros/ano.
 
As obras no aeroporto de Confins também se estendem nas adequações do sistema de pátio e pistas, sistema viário local e ampliação do estacionamento. Está prevista a construção no aeródromo de uma segunda pista de pouso e decolagem com 2.500 m de extensão e 45 m de largura. Esta obra será realizada até 2020.
 


quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Fonte: Redação OE
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