HTB faz 50 anos de Brasil
A HTB desembarcou em terras brasileiras em 1966 como Hochtief do Brasil, vinda da Alemanha, com um histórico de obras de quase 100 anos, acumulados desde que foi fundada, em 1873, na cidade de Frankfurt, pelos irmãos Philipp e Balthasar Helfmann.
 
No Brasil, estabelecida num prédio de escritórios no centro de São Paulo, em 1966, iniciou sua trajetória no mercado brasileiro sob o comando do arquiteto Alexandre Glogowsky, que dirigiu a empresa até 1975.
 
Nessa primeira década de Brasil, a empresa já tinha em sua carteira de clientes no País, gigantes como Volkswagen, Mercedes-Benz, Siemens, Ciba-Geigy, Caterpillar e Walita.
 
O sucessor de Glogowsky, Harald Dencker, dirigiu a companhia por outras duas décadas, solidificando as bases de uma filosofia empresarial que define a cultura da HTB até hoje. Na gestão de Dencker, a empresa viu surgir a sua nova sede, no bairro paulistano da Chácara Santo Antônio, prédio amplo, moderno e
sustentável, inaugurado em 1984.
 
Em 1995, André Glogowsky, filho de Alexandre, assumiu o comando da empresa. Sob sua batuta, a companhia conquistou uma série de obras de grande relevância, em diversos segmentos do mercado, com destaque para clientes como Coca-Cola Spal, Rhodia, Schaeffler, entre outras.
 
Durante a crise global que assolou as economias mundiais em 2008 e 2009, e já sob a presidência de Detlef Dralle, a HTB teve o seu controle assumido pelo Grupo Zech, que já detinha metade do capital da construtora gaúcha TEDESCO. Em 2011, nova configuração societária deu à HTB participação na Construtora TEDESCO, atuante no segmento de engenharia e construção nos mercados industrial e de infraestrutura.
Com a marca KERN, a HTB passou a atuar em novos segmentos de obras rápidas, como a construção de galpões logísticos e industriais.
 
Hoje, a atual HTB, tem interesse no mercado brasileiro de infraestrutura, depois de meio século concentrada em edificações e projetos industriais para grandes clientes privados. A empresa, que no ano passado gerou receitas líquidas de R$ 1 bilhão e estima fechar 2016 com receitas de R$ 1,1 bilhão, projeta que, em
dez anos, obras de infraestrutura podem chegar à metade de seu portfólio de serviços.
 
OBRAS RELEVANTES
 
Ao longo dos 50 anos da HTB no Brasil, centenas de obras marcaram a trajetória da empresa no segmento da construção no País.
 
As obras de construção das usinas hidrelétricas de Capivari- Cachoeira, no Paraná, e de Salto do Funil, no Rio de Janeiro, por exemplo, foram os primeiros serviços de consultoria deobras prestados pela Hochtief AG no País, que experimentava um grande crescimento econômico. Um pouco mais a frente no tempo, outro exemplo da presença da companhia alemã no mercado brasileiro foi a sua participação no consórcio HMD, em 1967, vencedor da concorrência para a realização dos estudos geológicos e sociais para a implantação do Metrô na cidade de São Paulo.
 
Estabelecida no País desde 1966, num escritório no centro da capital paulista, os primeiros anos foram bem difíceis para a empresa recém-chegada da Alemanha. Mas, em 1969, a empresa venceu a concorrência para realizar as obras de expansão da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo. Esse primeiro
grande trabalho foi finalizado em 1974, executado em associação com uma empresa nacional, conforme exigia a legislação vigente.
 
Na sequência, a HTB novamente foi contratada pelo Volks para a construção de sua fábrica no município de Taubaté (SP), no Vale do Paraíba. Na mesma época, outra montadora alemã, a Mercedes-Benz, contratou a construtora para obras em sua fábrica, também em São Bernardo do Campo (SP).
 
Às vésperas de completar a primeira década no mercado brasileiro, a empresa alemã concluía a construção da fábrica de cimento da Soeicom, em Vespasiano, interior de Minas Gerais, sua primeira investida fora do Estado de São Paulo. Quatro anos depois, a construtora estreou sua primeira obra no Brasil fora do setor industrial. Em 1978, ergueu a sede do hoje extinto banco Comind, em Alphaville, na Grande São Paulo.
 
No final da década de 1980, a HTB ingressou em um novo e importante mercado, o de shopping centers, com obras em Campo Grande (MS) e em Porto Alegre (RS). Inaugurado em 1991, o Shopping Praia de Belas foi, na época, a maior obra urbana do Rio Grande do Sul e uma das mais complexas executadas pela construtora ao longo dos seus primeiros 25 anos de Brasil.
 
Ainda em 1991, o início de outro importante empreendimento a cargo da construtora foi a obra do Centro Empresarial Nações Unidas (torre oeste, torre leste, que abriga o Hotel Hilton e o Edifício Plaza 1).
 
O ano de 1995 foi marcado pelo início de um grande empreendimento em Ribeirão Preto (SP): a construção das novas instalações do Instituto Santa Úrsula, tradicional estabelecimentode ensino da cidade. Na mesma área de 350 mil m², dois anos depois, a HTB começou a construção do Shopping Santa Úrsula.
 
Ainda em 1997, em São Paulo, ergueu o Shopping Villa Lobos, na zona oeste da capital. Em 2001 e 2002, últimos anos do governo FHC, a crise do apagão fez surgir oportunidades na área de energia. O período
foi marcado pelo aumento da demanda por obras no segmento privado voltadas para a geração própria de energia elétrica. Já durante o governo Lula, destacam-se a construção das PCHs de Retiro e Palmeiras, às margens do rio Sapucaí, no Estado de São Paulo, em 2008.
 
Com a retomada do papel do estado como indutor do desenvolvimento e ampliação das políticas sociais de inclusão, obras de infraestrutura tiveram enormes avanços. O setor privado também precisou investir em sua infraestrutura física para atender ao aumento da demanda.
 
No setor de infraestrutura industrial pesada, o período garantiu vários projetos para a construtora, entre os quais o da aciaria Gerdau, em Araçariguama (SP). Do lado do varejo, as redes Walmart e Extra demandaram obras de hipermercados pelo sistema fast track, com prazos cada vez mais desafiadores.
 
O ano de 2009 foi marcado, além de várias obras, pelo anúncio da transferência do controle acionário da HTB para o Grupo Zech. O ano seguinte à transferência do controle foi bem produtivo, com muitos projetos.
 
Só na cidade de São Paulo, por exemplo, eram diversos edifícios de escritórios que se tornariam emblemáticos, como o JK 160, o Praça Faria Lima e a Torre B da sede da seguradora Porto Seguro.
 
Embora já começasse a desacelerar, 2011 ainda foi um ano aquecido para a HTB. Entre os destaques, obras como a Torre A do e-business Park, empreendimento comercial em São Paulo, e a cabine de pintura para a Volkswagen, em Taubaté (SP). No ano seguinte, foi a vez da construção do Hotel Viverone, em Porto
Alegre, pela TEDESCO, destacar-se no portfolio da empresa. A economia contraiu-se de vez em 2015, mas a HTB continuou executando projetos, como a unidade fabril da Mercedes- Benz em Iracemápolis (SP), entre vários outros. No Sul, a TEDESCO prossegue com a execução da sede regional da Sicredi, em Encantado (RS) e a ampliação do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), entre outros empreendimentos. E
a KERN, voltada para centros logísticos e industriais, executou as obras do galpão para o terminal de transbordo da Klabin em Paranaguá (PR).
 
CAPITAL HUMANO VALORIZADO NA HTB
 
Há mais de 20 anos a HTB desenvolve em seus canteiros de obras programas de alfabetização de adultos. O Programa HTB de Alfabetização foi consolidado na primeira década dos anos 2000 e já formou cerca de 150 colaboradores.
 
A preocupação da empresa com seu capital humano se manifesta em muitas frentes. O programa de participação nos resultados, por exemplo, que beneficia colaboradores envolvidos em obras que se destaquem pela qualidade e pelo serviço, foi conquistado pela primeira vez em 1998 pelos colaboradores
envolvidos nas obras do Colégio Porto Seguro, na capital paulista.
 
A empresa possui ainda algumas iniciativas de formação interna e, dentre eles, destaca-se a Escola Técnica, um programa voltado aos colaboradores com expertise em determinadas atividades, que transferem para os demais participantes o conhecimento adquirido. Em outra frente, desde 2008, a HTB encampou iniciativa dos colaboradores e promoveu o I Torneio de Futebol HTB.
 
Com chancela institucional e o apoio de assessoria esportiva, o evento ocorre no segundo semestre de cada ano, seguido de uma grande confraternização.
 
A HTB implantou também o Programa de Gestão Integrada de Pessoas (GIP), que visa o aprimoramento dos processos e ferramentas e das atuais práticas de gestão de pessoas, realinhando- o com a sua filosofia empresarial estratégia organizacional. Internamente, as mudanças continuaram e, sem perder a essência da empresa, foram implantados os programas BIM (Building Information Modeling) e o PHEO (Programa HTB de Obra em andamento da empresa na região do Porto Maravilha (RJ) Excelência Operacional).
 
HTB: interesse no público que se tornar privado
 
A HTB quer levar sua experiência para o mercado de concessão de infraestrutura, que deverá ter expressivo
crescimento a partir do ano que vem, de acordo com direcionamento econômico do governo federal. Detlef Dralle, diretor-presidente da HTB, afirma que a empresa quer atuar como prestador de serviço neste setor e não como concessionário. “O que interessa é atuar com o público que vai se tornar privado”, diz. Segundo ele, a proposta é auxiliar com engenharia e construção de ponta as empresas que assumirem a gestão da infraestrutura a ser concessionada.
 
Com isso, a empresa mantém, por enquanto, foco apenas no mercado privado. Desde que chegou ao Brasil há 50 anos, a HTB cresceu atuando com construção industrial e, depois, edificações comerciais – segmentos que continuará atuando, além, agora, das concessões. “Enquanto não mudar a Lei de Licitação, não entraremos em obra pública”, revela. O executivo explica que nem com o espaço deixado pelas grandes construtoras atingidas pelos recentes escândalos é capaz de mudar a estratégia da empresa. “Achamos curioso quando se discute política de compliance nas empresas hoje por conta de corrupção. O compliance sempre foi uma questão óbvia para HTB. Cumprimos os acordos com os nossos clien-tes, com transparência”, expõe. “Nossos critérios de conquista dos clientes é confiança, referências, melhor solução,
custo operacional, não somente menor preço e prazo”.
 
E é essa cultura de conformidade e confiança conquistada no setor privado ao longo dos anos que a empresa quer avançar no setor a ser privatizado. “Temos grande competitividade, muita experiência, contrato
open book e qualidade”, avalia. Ele crê que a engenharia poderá ganhar relevância neste momento. “Vão dar mais importância ao projeto, mas se sobressairá quem tiver as soluções mais factíveis com as condições do País”, ressalta. E isso, para Detlef, a HTB tem por conta da longa experiência de trabalhos no Brasil.
 
Dos segmentos a serem concessionados, a HTB visa às chamadas obras estáticas, como portos, infraestrutura social (hospital, escolas) e energia (hidrelétrica, termelétrica).
 
O executivo acrescenta ainda que as duas empresas da HTB, a construtora TEDESCO e a KERN Engenharia permanecerão centrados em seus mercados. A TEDESCO tem forte tradição em edificações no Sul do País.
 
Já a KERN, criada mais recentemente, seguirá o trabalho de expansão na crescente área de logística.   a ano, a HTB passou a atuar também com obras de clientes que possuem rede, como supermercados, drogarias e restaurantes, por meio da HTB Fit. “São pequenas obras, mas em série. Fazemos projeto, licenciamento e gerenciamento de obra. É um mercado em expansão”, conclui Detlef Dralle.
 
PREMIAÇÕES RECONHECEM QUALIDADE DA COMPANHIA
 
A qualidade dos serviços prestados pela HTB tem sido reconhecida pelo mercado por meio de premiações.
 
Para se ter ideia, a construtora recebeu por quatro anos consecutivos o Prêmio Master Imobiliário, concedido pela Fiabci-Brasil (Capítulo Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias) e o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).
 
Em 1997, foi agraciada com o Master Imobiliário pelo projeto do Instituto Santa Úrsula, de Ribeirão Preto (SP), obra entregue no ano anterior. Repetiu o feito, em 1998, com a Torre Oeste do Centro Empresarial Nações Unidas (SP). No ano seguinte, foi reconhecida pelo paper “Mudar ou Mudar – As Opções da Globalização”. Em 2000, a premiação foi concedida, na categoria Gestão Moderna de Segurança do Trabalho, pelos resultados na obra do prédio do Bank Boston (SP), concluída sem acidentes de maior gravidade.
 
Em 2004, a empresa conquistou pela primeira vez o prêmio Top Imobiliário, na categoria Construção. Em 2008, recebeu mais um Top Imobiliário, na categoria Luxo, para a Torre do Jurupari, no Condomínio Praça Villa Lobos (SP). A presença da companhia no ranking das Mais Admiradas, elaborado pela revista Carta Capital, em 2006, marcou a consolidação do reconhecimento do mercado da qualidade da HTB. Feito esse que se repetiu outras vezes.
 


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Fonte: Revista O Empreiteiro
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