Prorrogação de contratos garante quase R$ 500 milhões
Na primeira etapa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo federal incluiu nos editais três terminais portuários. Dois para combustíveis, no Estado do Pará, e um para trigo, no Rio de Janeiro. O governo também elegeu mais três terminais para serem arrendados. Duas áreas estão no porto de Paranaguá, no Paraná. Uma para celulose e a outra para veículos. A terceira fica no porto de Itaqui, no Estado do Maranhão, também para celulose.
 
Segundo o diretor geral da Agência Nacional De Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, esses são projetos mais maduros e que já contam com estudos de viabilidade devidamente atualizados. Os editais da primeira leva, anunciada em setembro, podem sair ainda neste ano. Quanto aos demais, ainda não há uma estimativa de prazo.
 
De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, estão previstas ainda no PPI a prorrogação antecipada de contratos de arrendamento no valor de quase R$ 500 milhões.
 
Somente a do Contrato do Terminal de Contêineres (Tecon) do porto de Salvador, da Wilson Sons, deve gerar investimentos de R$ 352,6 milhões. O vencimento do contrato, celebrado em 2000, passará de 2025 para 2050.
 
A Fospar investirá R$ 134,5 milhões em seu Terminal de Fertilizantes no Porto de Paranaguá (PR) em troca de uma prorrogação de 25 anos do prazo do contrato atual. Celebrado em abril de 1998, o vencimento passará de 2023 para 2048.
 
O Porto de Santos também receberá mais R$ 260 milhões em investimentos privados em novas áreas arrendadas. O consórcio Cargill-Louis Dreyfus vai assumir o arrendamento da área STS 04, destinada à movimentação de granéis sólidos de origem vegetal, e deve aplicar R$ 205,85 milhões em seu Terminal Exportador de Santos (TES). Já a Fibria gastará R$ 154,94 milhões em seu Terminal de Celulose de Santos, com o arrendamento da área STS 07, destinada a movimentação de carga geral e celulose.
 
Ao longo do ano passado e deste ano, o Porto de Santos, administrado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), tem recebido investimentos para melhorar a infraestrutura de acesso terrestre e pelo mar, como forma de sustentar o crescimento da movimentação.
 
Dragagem, obras no sistema viário e construção e reforma de cais, ao longo de 2015, foram intervenções que permitiram a manutenção do calado operacional do canal de navegação do porto em 13,2 m e a normalidade na acessibilidade terrestre ao complexo. No final do ano passado e início deste ano, foram finalizadas as obras do cais de Outerinhos, com 779 m, oferecendo mais um berço de atracação no novo cais.
 
Outra obra relacionada à estrutura é a execução do projeto de recuperação de 1.700 m de cais entre os armazéns 12A e 23. Além da recuperação, a estrutura foi redimensionada para o aprofundamento do trecho para até 15 m, permitindo ampliar a produtividade dos embarques de açúcar pelos terminais
localizados naquela área.
 
O destaque das obras destinadas à melhoria do sistema viário interno do Porto de Santos fica com a primeira etapa de remodelação do trecho Alemoa - Saboó. O projeto prevê a execução de duas pistas com mão dupla e total de quatro faixas de rolamento, com extensão de 900 m.
 
Essa obra dá acesso exclusivo ao trânsito de passagem, sem provocar conflitos com o tráfego de veículos dedicados aos terminais daquela região. Com isso, foi eliminado um gargalo para o escoamento de cargas no Porto de Santos.
 
PORTO DO AÇU
 
O Porto do Açu, no litoral norte fluminense, recebeu investimentos de R$ 1,3 bilhão no ano passado. Desse total, R$ 900 milhões foram destinados, principalmente, às obras do Terminal de Petróleo (T-Oil), Terminal Multicargas (T-Mult), no desenvolvimento do Terminal 2 (T2), e na infraestrutura geral do empreendimento. O montante restante foi alocado no desenvolvimento do Terminal 1 (T1), com a construção do quebra-mar, o aprofundamento da dragagem para 20,5 m de profundidade e projetos de melhoria de planta e eficiência
operacional do terminal de minério de ferro.
 
Desde o início de sua construção, em 2007, já foram aplicados R$ 12,4 bilhões no Porto do Açu. Deste montante, R$ 6,4 bilhões foram investidos pelo Porto do Açu Operações (subsidiária da Prumo Logística) e R$ 3,7 bilhões pela Ferroport (joint venture formada pela Prumo e a Anglo American) e por esta
última. Para este ano, a Prumo planeja investir R$ 750 milhões. Já o Porto do Pecém, no Ceará, desde 2012, executa obras de sua segunda expansão. O custo total do empreendimento é de mais de R$ 650 milhões. As obras devem ser concluídas até julho do na que vem, segundo informa a Ceará Portos.
 
No ano passado, foram investidos R$ 233,6 milhões no projeto de expansão. Para este ano, está previsto um investimento de R$ 115,1 milhões.
 
O porto cearense passará a contar com três novos berços de atracação e terá uma correia transportadora exclusiva para minério de ferro, que será utilizada pela Companhia Siderúrgica do Pecém. As obras incluem pavimentação e reforço do quebra-mar e uma nova ponte de acesso, que vai permitir o trânsito de caminhões para movimentação de placas.
 


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Fonte: Revista O Empreiteiro
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