Energia: foco na venda de ativos da Eletrobras
Nos últimos cinco anos o investimento em infraestrutura no setor, incluindo empreendimentos contratados em leilão em anos anteriores, foi compartilhado entre empresas públicas e privadas, com uma leve predominância destas últimas. Quanto aos investimentos públicos, estes são distribuídos por companhias estaduais e pela Eletrobras, que presta serviços de geração, transmissão e distribuição de energia por meio de suas subsidiárias.
 
A expansão da participação privada no setor deve estar centrada na venda de ativos da Eletrobras, porta de entrada para a modernização do setor em bases sustentáveis. A privatização deve ser entendida como medida essencial para assegurar a continuidade dos investimentos de manutenção, modernização, além da constituição de novos ativos.
 
De fato, políticas setoriais de governo em anos recentes e a ampliação desmedida do escopo de atuação da Eletrobras – incapaz de se defender por força de uma péssima governança – levaram a uma fragilização sem precedentes da empresa, que não é mais capaz de direcionar os investimentos no setor.
 
A privatização pode se defrontar com obstáculos de duasnaturezas, além da resistência no âmbito político e corporativo. Primeiro, a venda de ativos da Eletrobras irá competir por recursos escassos com os leilões
de contratação de serviços de geração e principalmente transmissão.
 
A Eletrobras – e o governo enquanto controlador – irá se defrontar com o fato de que seus ativos de distribuição têm valor residual ou mesmo negativo.
 
A Celg D – o melhor ativo – foi vendida na segunda tentativa em 30 novembro de 2016.
 
As demais distribuidoras da Eletrobras (Amazonas Energia, Eletroacre, Ceal, Cepisa, Ceron e Boa Vista Energia) – fragilizadas financeiramente – deverão ser vendidas até dezembro de 2017, dada a decisão da estatal em não renovar as respectivas concessões.
 
Para capturar sinergias possíveis entre distribuidoras territorialmente contíguas, a venda deverá ser em blocos. Não será uma venda trivial, pois todas tiveram em 2015 um Ebitda negativo, além de elevado endividamento.
 
A Eletrobras participa ainda de 179 Sociedades de Propósito Específico (SPEs), das quais 138 no negócio de geração e as demais em transmissão, um número que por si só demandaria grande capacidade de supervisão e fiscalização.
 
Por conta de falhas na governança e controle das SPEs, muitas estão fragilizadas e apresentam valor abaixo do capital investido. Estima-se que, juntas, as SPEs tenham valor de equity para a Eletrobrás entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões. A venda da participação da estatal nessas SPEs possibilitaria uma redução no
endividamento da estatal, o que deve ocorrer de forma gradual e de acordo com oportunidades e conjuntura favorável. 
 


segunda-feira, 26 de junho de 2017
Fonte: Revista O Empreiteiro
Publicidade
  • contato internacional
  • app ranking
  • Linha do Tempo
  • Guindaste Terex instala ponte metálica

A Revista

- Perfil

- Publicidade

- Assinaturas

Eventos

Contato

Rua Marquês de Paraná, 471
Cep: 05086-010 - sala 10 - Alto da Lapa - São Paulo/SP
Fone: (11) 3895-8590

 

500 Grandes

Edições

 
 
A republicação e divulgação de conteúdos públicos são permitidas, desde que citados fonte, título e autor. No caso dos conteúdos restritos, não é permitida a utilização sem autorização do responsável. É totalmente livre a citação da URL do Portal (http//www.revistaoempreiteiro.com.br) em sítios e páginas de terceiros.
© 2017 - O Empreiteiro - Todos os direitos reservados.
Tendenza Tecnologia